"E o pobre indivíduo que olha para fora e se distrai, que medita, inconclusivo, dentro de seu torpor meio pasmado, aquele para quem, usando a velha expressão, a vida passou na janela, este foi, acreditem, quem mais se aproximou do que nela é direto e despido - aquele que abre mão de deixar neste mundo o duplo de sua vitalidade (uma obra literária, dinheiro, uma lancha, uma família), aquele que a cada momento não sabe bem o que está fazendo, onde está pisando (que erra o passo e tropeça na poça do meio-fio), o perdulário, o bêbado renitente, o sonado, o suicida que nunca se mata, o palhaço de Shopping, o marido traído, aquele que fita o muro." Nuno Ramos, Ó
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"E o pobre indivíduo que olha para fora e se distrai, que medita, inconclusivo, dentro de seu torpor meio pasmado, aquele para quem, usando a velha expressão, a vida passou na janela, este foi, acreditem, quem mais se aproximou do que nela é direto e despido - aquele que abre mão de deixar neste mundo o duplo de sua vitalidade (uma obra literária, dinheiro, uma lancha, uma família), aquele que a cada momento não sabe bem o que está fazendo, onde está pisando (que erra o passo e tropeça na poça do meio-fio), o perdulário, o bêbado renitente, o sonado, o suicida que nunca se mata, o palhaço de Shopping, o marido traído, aquele que fita o muro." Nuno Ramos, Ó
Lembrei dessa parede branca.
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