já quis escalar um prédio...
Ele todo,
com desentupidores de pia.
Quando dei por mim,
os elevadores me bastavam.
Quarta-feira, Maio 31, 2006
Terça-feira, Maio 30, 2006
Terça-feira, Maio 23, 2006
Corria em alvoroço pela chuva.
Mergulhava bem rápido na piscina, em meio aos trovões, na chuva.
Antes que se desse um esporro da minha mãe.
Antes que caísse em mim um raio!
Acordei.
A água tomava os vidros da casa, escorria dentro, invadia o piso.
Em desespesro,
tranquei tudo.
Quis assim.
Fechei as janelas e as portas.
Eliminei qualquer entrada, qualquer saída, qualquer fresta.
E pude, enfim, tornar a viver o mundo de fora, dentro.
Mergulhava bem rápido na piscina, em meio aos trovões, na chuva.
Antes que se desse um esporro da minha mãe.
Antes que caísse em mim um raio!
Acordei.
A água tomava os vidros da casa, escorria dentro, invadia o piso.
Em desespesro,
tranquei tudo.
Quis assim.
Fechei as janelas e as portas.
Eliminei qualquer entrada, qualquer saída, qualquer fresta.
E pude, enfim, tornar a viver o mundo de fora, dentro.
Amansa a vida que cansa.
Cansa essa vida enrolada em velha manta.
A bagunça empurra-se pra debaixo do tapete.
A sujeira esquece-se de molho na pia.
Pena é não haver tanto tapete e pia pra esconder a vida.
Pra se esconder da vida...
A saudade, dá-se um jeito, e se adia.
Veste-se novos trajes, respira-se novos ares...mas não adianta.
Os olhos não se cegam tanto tempo.
O peito não se livra todo o dia.
A dor cansa de esperar na solidão do anoitecer.
E, com o dia, escureço.
Já é muita a poeira que encobre tudo...e já tão fundo.
Desaprendeu, o mundo, a desenhar em papel de não-amarelo tom.
E, de tocar na barriga a vida, esqueço-me.
De pruma qualquer nova bagunça, tentar um espaço, deixar sofá e manta...sujos.
De me conformar com o poder das gentes,
dos dias,
do tempo.
Cansa essa vida enrolada em velha manta.
A bagunça empurra-se pra debaixo do tapete.
A sujeira esquece-se de molho na pia.
Pena é não haver tanto tapete e pia pra esconder a vida.
Pra se esconder da vida...
A saudade, dá-se um jeito, e se adia.
Veste-se novos trajes, respira-se novos ares...mas não adianta.
Os olhos não se cegam tanto tempo.
O peito não se livra todo o dia.
A dor cansa de esperar na solidão do anoitecer.
E, com o dia, escureço.
Já é muita a poeira que encobre tudo...e já tão fundo.
Desaprendeu, o mundo, a desenhar em papel de não-amarelo tom.
E, de tocar na barriga a vida, esqueço-me.
De pruma qualquer nova bagunça, tentar um espaço, deixar sofá e manta...sujos.
De me conformar com o poder das gentes,
dos dias,
do tempo.
Diz, menina.
Com quantas cores pinta o mundo, menina?
Esse que é tão seu.
Ah, fosse também meu...
Se voasse, cá ainda não teria tanto
de encanto quanto de cinza tem.
Mas me levasse em vôo com você
e la de cima pintasse meu mundo...também.
E, assim, não seu, nem meu, mas nosso mundo
é como eu sei que nunca vai ser.
Eu sei.
Mas diz, menina.
De quais cores pintou o mundo, menina?
Esse que é só seu.
Com quantas cores pinta o mundo, menina?
Esse que é tão seu.
Ah, fosse também meu...
Se voasse, cá ainda não teria tanto
de encanto quanto de cinza tem.
Mas me levasse em vôo com você
e la de cima pintasse meu mundo...também.
E, assim, não seu, nem meu, mas nosso mundo
é como eu sei que nunca vai ser.
Eu sei.
Mas diz, menina.
De quais cores pintou o mundo, menina?
Esse que é só seu.
Domingo, Maio 07, 2006
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