Seu amor pelo prazer.Nossa vontade de descansar.
Seu gosto por tolices.Nosso desprezo pelos tolos
Reserva e franqueza.Ainda assim mantendo a verdade.
Coragem que vem macia,modéstia que vem com orgulho
Princípios firmes-e ainda assim tão necessários.
Quando esses olhos azuis
abriram-se pela primeira vez
Deus concedeu-lhe grande altivez:
Bela,sim, mas não escrava!
que a beleza ora,
faz-se tirana absoluta.
ora tiraniza a outros.
Ah , meu amor,
se por acaso do destino.
eu calhe de me tornar um suíno.
mande-me pastar.
Ah ,meu amor,
se não for sublime....
Ah, meu amor.
Se não for libertação!
Que seja coisa alguma.
Segunda-feira, Maio 30, 2005
Aposto que o céu cheira à uma mistura de grama recém-cortada com carro novo.
Aposto também que no céu eles têm sacos gigantescos onde é possível, não só enfiar a mão, mas se enfiar inteiro nos grãos além de teruma lareira que acende-sempre- na primeira tentiva.
Aposto também que no céu eles têm sacos gigantescos onde é possível, não só enfiar a mão, mas se enfiar inteiro nos grãos além de teruma lareira que acende-sempre- na primeira tentiva.
Quarta-feira, Maio 25, 2005
...é então que sou surpreendido
bem pelo comecinho da Heitor Penteado,
naquele muro cheio de anúncios sobre shows.
Ora, nada mais nada menos que a dupla:
Teodoro e Sampaio
...e a criatividade humana me testa mais uma vez.
bem pelo comecinho da Heitor Penteado,
naquele muro cheio de anúncios sobre shows.
Ora, nada mais nada menos que a dupla:
Teodoro e Sampaio
...e a criatividade humana me testa mais uma vez.
Quinta-feira, Maio 19, 2005
Sexta-feira, Maio 13, 2005
-eu te amo
-eu não gosto que você me toque
-você quer destruir a minha vida?
-como é?
-se você quer destruir a minha vida?
-eu quero você destruindo a minha
-então vem...faremos amor
-não quero fazer amor
-quer quê?...Coito ...Felação ...intercurso genital
- quero que você morra antes de me enfadar, e que se acabe antes do mundo, e antes que todos comecem a pedir perdão. Quero que você morra quando tudo estiver mal...porque enquanto está cá bem...eu te amo
e eu quero você destruindo a minha vida
-eu não gosto que você me toque
-você quer destruir a minha vida?
-como é?
-se você quer destruir a minha vida?
-eu quero você destruindo a minha
-então vem...faremos amor
-não quero fazer amor
-quer quê?...Coito ...Felação ...intercurso genital
- quero que você morra antes de me enfadar, e que se acabe antes do mundo, e antes que todos comecem a pedir perdão. Quero que você morra quando tudo estiver mal...porque enquanto está cá bem...eu te amo
e eu quero você destruindo a minha vida
Quinta-feira, Maio 12, 2005
Jair alargou um sorriso antes de abrir os olhos e havia um prazer novo em acordar naquela manhã. Era Neide que tinha o pau de Jair inteirando a boca e o engolia de uma voracidade matinal.
Nada de pão com manteiga: pica no café-da-manhã.
Jair, em semi-sono, remontou bem lento umas palavras de modo a aparecer inteligente e assumir a posição de quem bem estava a fuder-lha boca. Mas as palavras decidiram-se sozinhas e o atropelaram em desajeito:
- Ora Neide! Deu de acordar-me pelo pau?
Neide fez que um engasgo com o pau a meia garganta, mas não ousou recuar; maneira alguma o faria! A chupada era insistente, fluída, e Jair já nem bem sabia se era por prazer que deixava Neide prosseguir ou se pelo bem do equilibrío universal. Temia que se interrompesse aquela chupada o pinto lhe fosse sumir ali mesmo entre os dentes amarelos, ou ainda que os átomos todos do universo se fossem negar a sustentar seus elos.
A mulher deu de dedilhar as bolas de Jair para após dar-lhes com a língua. E Jair, já sentia o coração pulsar-lhe no pau em euforia disritmada.
- Relaxa a glote mulher!
E forçou-lhe, pois, com três dedos repousados à nuca até os lábios conhecerem o talo. Jair sentiu a garganta de Neide sublinhar-lhe a cabeça do pau e logo pressentiu que iria ejacular ali mesmo, garganta abaixo, nutrir-lhe pela sonda grossa que lhe imperava as pernas cheias de pelos. Tremelicou indócil ao sentir o gozo se lhe formando e fez adiá-lo pensando na avó falecida untando-se de creme-10%-de-uréia.
Foi que o relógio apontou saudoso o horário comercial. O telefone, que assistia a tudo com uma tolerância incomum, decidiu, enfim, reclamar o fim daquela putaria descontrolada que tomava a cama por palco. A que Neide subiu os olhos pouco molhados, sofrendo antecipadamente os toques que seguiriam curso, irremediáveis, quanto o primário se apresentara.
Jair alongou as costelas enquanto Neide assegurava-lhe a pélvis com as mãos e, pelo fim das costelas, alongou bem o braço que se findara na mão deduzindo os dedos. Puxou o sem-fio para ao pé do ouvido a que um nasalizado quis ressoar:
-"Parabéns pra você...nessa data querida...muitas felic..."
Sentiu que voaria se Neide ali não o estivesse a privar, e não soube mais que dizer, feito um sorriso maior que o primeiro:
- Ah! Minha mãe!
E com ódio, Neide pensava se engolia ou se cuspia.
Nada de pão com manteiga: pica no café-da-manhã.
Jair, em semi-sono, remontou bem lento umas palavras de modo a aparecer inteligente e assumir a posição de quem bem estava a fuder-lha boca. Mas as palavras decidiram-se sozinhas e o atropelaram em desajeito:
- Ora Neide! Deu de acordar-me pelo pau?
Neide fez que um engasgo com o pau a meia garganta, mas não ousou recuar; maneira alguma o faria! A chupada era insistente, fluída, e Jair já nem bem sabia se era por prazer que deixava Neide prosseguir ou se pelo bem do equilibrío universal. Temia que se interrompesse aquela chupada o pinto lhe fosse sumir ali mesmo entre os dentes amarelos, ou ainda que os átomos todos do universo se fossem negar a sustentar seus elos.
A mulher deu de dedilhar as bolas de Jair para após dar-lhes com a língua. E Jair, já sentia o coração pulsar-lhe no pau em euforia disritmada.
- Relaxa a glote mulher!
E forçou-lhe, pois, com três dedos repousados à nuca até os lábios conhecerem o talo. Jair sentiu a garganta de Neide sublinhar-lhe a cabeça do pau e logo pressentiu que iria ejacular ali mesmo, garganta abaixo, nutrir-lhe pela sonda grossa que lhe imperava as pernas cheias de pelos. Tremelicou indócil ao sentir o gozo se lhe formando e fez adiá-lo pensando na avó falecida untando-se de creme-10%-de-uréia.
Foi que o relógio apontou saudoso o horário comercial. O telefone, que assistia a tudo com uma tolerância incomum, decidiu, enfim, reclamar o fim daquela putaria descontrolada que tomava a cama por palco. A que Neide subiu os olhos pouco molhados, sofrendo antecipadamente os toques que seguiriam curso, irremediáveis, quanto o primário se apresentara.
Jair alongou as costelas enquanto Neide assegurava-lhe a pélvis com as mãos e, pelo fim das costelas, alongou bem o braço que se findara na mão deduzindo os dedos. Puxou o sem-fio para ao pé do ouvido a que um nasalizado quis ressoar:
-"Parabéns pra você...nessa data querida...muitas felic..."
Sentiu que voaria se Neide ali não o estivesse a privar, e não soube mais que dizer, feito um sorriso maior que o primeiro:
- Ah! Minha mãe!
E com ódio, Neide pensava se engolia ou se cuspia.
Trailer de lanches rápidos, era.
Puxei a cadeira de plástico, abanei as mãos em frênese para tentar espantar as abelhas, e então assisti de longe a moça cheia de furúnculos no rosto fritar o hamburguer. O homem ao meu lado era estupidamente feio e me deu vontade de contar pra ele.
- Moço, você é muito feio... tipo; feio mesmo... dá pra você sair daqui por favor?
Babava maionese do cachorro quente prensado que engolia como se estivesse a trepar com uma foto de revista. Me demorei um conto de tempo a cultivar um certo asco, e foi quando recebi o aviso de que já podia me deliciar enfim.
- Ei, menino, seu xis-salada no capricho. Olha que nem cuspir nele eu cuspi.
Imaginei que não precisasse, contando os dias em que terminaria por encontrar algum tipo de verme de salada, ou larva de mosca ou troço nojento em uma dentada de uma dessas porcarias que se come na rua. Mas ao tomar nas mãos percebi que era meio pequeno, meio mal-feito. Na cabeça a boca não tomava de modos pra comentar;
- Mas que caralho é isso? Se inspirou nesse troço torto aqui ao lado (apontaria energético para o homem à babar condimentos) para moldar o meu hamburguer?
Ela responderia, tomada de uma cara de umbigo, coçando poderosa os seus furúnculos:
- Senhor, isso não é um hamburguer, mas um xis-salada, relembrando que o preço é dois e trinta.
Joguei o guardanapo no lixo, acabado de comer; paguei e sai em busca de uma repetição um pouco mais bem-feita.
Trailer de lanches rápidos, era.
- Bom dia, me vê esse misto-quente de um e cinquenta?
O homem era todo inchado que parecia um dedão depois de chutar uma cadeira de sala de jantar. Vestia um bigode cinza e fumava um cigarro já passado do filtro.
- Cê qué dizê o 'mixto quente'?
Notei que estava realmente escrito estilizado com essa porra desse 'xis'.
- É, esse 'mixto quente'.
Se virou deixando um cofre peludo, por um segundo parecendo um traseiro de banda, enquanto vestia duas luvas sujas de anos.
- Saíndo um 'mixto quente', tra lá lá lá...
Procurei em volta, e senti falta do homem feio, por que pelo menos estava a comer todo voraz. Parecia que por lá nem abelha....
- Tome...
Era grande, tinha milho, batata, purê, atum, mas não tinha nem queijo nem presunto. A boca tentou abrir mas o coração bateu mais lento... já não fazia sentido... vinha uma certa certeza que explicava o informe publicitário pintado à mão de que...
Era aquele cacete daquele 'xis'.
Numa meia volta desanimada, fui me afastando depois do acerto com o homem, repensando meus gastos de ultimamente...sabe? Com um e cinquenta se compra quem sabe um quilo de arroz....
Ou retomando uma discussão do antigo changeztout sem traço nomeio.
Me comprava uma loura, uma morena, uma ruiva, uma japoneza...
...e me dava de brinde um argentino transformista anão vindo da iuguslávia ou daquele país da ex-república soviética que aplaudiu Bush num coçaco.
Puxei a cadeira de plástico, abanei as mãos em frênese para tentar espantar as abelhas, e então assisti de longe a moça cheia de furúnculos no rosto fritar o hamburguer. O homem ao meu lado era estupidamente feio e me deu vontade de contar pra ele.
- Moço, você é muito feio... tipo; feio mesmo... dá pra você sair daqui por favor?
Babava maionese do cachorro quente prensado que engolia como se estivesse a trepar com uma foto de revista. Me demorei um conto de tempo a cultivar um certo asco, e foi quando recebi o aviso de que já podia me deliciar enfim.
- Ei, menino, seu xis-salada no capricho. Olha que nem cuspir nele eu cuspi.
Imaginei que não precisasse, contando os dias em que terminaria por encontrar algum tipo de verme de salada, ou larva de mosca ou troço nojento em uma dentada de uma dessas porcarias que se come na rua. Mas ao tomar nas mãos percebi que era meio pequeno, meio mal-feito. Na cabeça a boca não tomava de modos pra comentar;
- Mas que caralho é isso? Se inspirou nesse troço torto aqui ao lado (apontaria energético para o homem à babar condimentos) para moldar o meu hamburguer?
Ela responderia, tomada de uma cara de umbigo, coçando poderosa os seus furúnculos:
- Senhor, isso não é um hamburguer, mas um xis-salada, relembrando que o preço é dois e trinta.
Joguei o guardanapo no lixo, acabado de comer; paguei e sai em busca de uma repetição um pouco mais bem-feita.
Trailer de lanches rápidos, era.
- Bom dia, me vê esse misto-quente de um e cinquenta?
O homem era todo inchado que parecia um dedão depois de chutar uma cadeira de sala de jantar. Vestia um bigode cinza e fumava um cigarro já passado do filtro.
- Cê qué dizê o 'mixto quente'?
Notei que estava realmente escrito estilizado com essa porra desse 'xis'.
- É, esse 'mixto quente'.
Se virou deixando um cofre peludo, por um segundo parecendo um traseiro de banda, enquanto vestia duas luvas sujas de anos.
- Saíndo um 'mixto quente', tra lá lá lá...
Procurei em volta, e senti falta do homem feio, por que pelo menos estava a comer todo voraz. Parecia que por lá nem abelha....
- Tome...
Era grande, tinha milho, batata, purê, atum, mas não tinha nem queijo nem presunto. A boca tentou abrir mas o coração bateu mais lento... já não fazia sentido... vinha uma certa certeza que explicava o informe publicitário pintado à mão de que...
Era aquele cacete daquele 'xis'.
Numa meia volta desanimada, fui me afastando depois do acerto com o homem, repensando meus gastos de ultimamente...sabe? Com um e cinquenta se compra quem sabe um quilo de arroz....
Ou retomando uma discussão do antigo changeztout sem traço nomeio.
Me comprava uma loura, uma morena, uma ruiva, uma japoneza...
...e me dava de brinde um argentino transformista anão vindo da iuguslávia ou daquele país da ex-república soviética que aplaudiu Bush num coçaco.
Quarta-feira, Maio 11, 2005
Um universo besta de pequenos esconderijos é o que se encontra da porta pralá. Escondo você em mim num lugar onde tento que ninguém te perceba assim; e logo me perco também quando fujo de que me repare neste.. universo besta de pequenos esconderijos. Vim para fora e notei que na vida me escoro deste segundo no próximo, e que não levanto mais o rosto. Falo bobagens e olho para o chão, para os cantos e perduro medroso, numa nuvem azul na calçada.
Permaneço.
A chuva escorre nos beirais e eu reconheço.
Não te vou largar a mão e quase vanglorio o estagnado.
A mulher fala e eu permaneço.
A chuva escorre nos beirais e eu reconheço.
Sete, três....
A chuva escorre nos beirais e eu reconheço.
Não te vou largar a mão e quase vanglorio o estagnado.
A mulher fala e eu permaneço.
A chuva escorre nos beirais e eu reconheço.
Sete, três....
Domingo, Maio 08, 2005
Quinta-feira, Maio 05, 2005
Passa o trem
passamos todos nós
passemos o bife
passa-se ponto
passa-se do ponto
Passa o tempo
Passa mais um poema unutil
que não passará para história.
passamos todos nós
passemos o bife
passa-se ponto
passa-se do ponto
Passa o tempo
Passa mais um poema unutil
que não passará para história.
Domingo, Maio 01, 2005
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