Sábado, Julho 31, 2004

Diabo.
Admito que acabei gostando de Frank Jorge.
Vai uma rima dele, simples sobre simplicidade:

"Se você me der a chance a gente pode ser feliz
Se encontrar naquela praça em frente ao chafariz."

As vezes umas coisas bestas tocam a gente.
E fica exemplificado que é bom ser bobo as vezes.

Sexta-feira, Julho 30, 2004

O cabelo do Yuri empentelhou de vez e ele volta das férias como Cotonete!

Nada de salsicha ou fósforo, Cotonete!

E não me venha com Cotô ou pior, Cotozinho.

Quarta-feira, Julho 28, 2004

Abra a roda que estou aqui. Um sorriso que respondo com outro. Deixe a música tocar.
Hoje, aqueles que pulavam se escondem do Sol e eu chuto a bosta dos cachorros pra fazer ela se espalhar, mas se tivesse um pedaço de madeira brincaria com ela de outro jeito. Do meu JEITO e não do GEITO dos outros.
Ok, ok, piadinha iterna, cai pra vocês como caiu pra mim, ontem, o Décio Almeida(nome fictício pois não lembro o nome verdadeiro, mas tenha certeza, dá na mesma) ter ganhado o prêmio Leão(esse tenho quase certeza, tanto que Machado fez um trocadilho com prêmio Leopardo, o que, pra nós, também, daria na mesma), mas a diferença é que eles escreveram numa faixa em letras de grande tamanho e penderuram na rua e não, apenas, brincaram num blog com quantidade de leitores beirando o zero, se não zero, mesmo.
Mas a questão é a seguinte, imagine, você, então, se todos que saíssem, hoje, de suas casas voltassem com merda nos calçados. É minha vingança pela maldição que recebi de Santo Expedito no shopping(interna, também). Ah, melhor ainda seria se na fábula que mencionei no último post, a formiguinha ficasse com o pé coberto de bosta e dissesse "Ó sol, tu que és tão forte, resseca as fezes e desprende meu pezinho".
A música continua a tocar e sei que eu que me escondo do sol, não que uma daquelas viseiras amarelas ridículas bastasse. Deixemos de lado, vamos dançar um pouco.
Ó Sol, tu que és tão forte, derrete a neve e desprende meu pezinho.
As vezes eu acordo com uma coisa na cabeça, não uma coisa, mas como um trecho de uma coisa. As vezes no finalzinho do sono eu meio que elaboro um trechinho de texto ou qualquer coisa que o valha. As vezes fica bem esquisito, ou divertido. Eu levantei hoje de manhã e anotei o seguinte:

"e é rara você pedra branca; não que se deus lembrasse como te tinha feito não te pudesse fazer aos montes. mas você saiu ao acaso. e é rara você pedra branca."

Segunda-feira, Julho 26, 2004

Hold me closer, tiny dancer.
Count the headlights on the highway.

Sábado, Julho 24, 2004

Vish que tá lá a almofada estirada no chão e eu me dano se vê ele a almofada estirada cá no chão; que cá já não lá por que me movi. No chão tem sempre uns riscos feios que a gente faz sem querer mas vendo uma baita graça depois que se enverniza, pra depois deitar na cama de dois colchões sobrepostos e ouvir as mesmas musicas de sempre. Mas agora a vida virou um filme de suspense, que a almofada tá cá estirada no chão, ‘quanto caço com o olhar quem foi que o fez, e logo uma vozinha grita “Gustavo”. O priminho tonto que sai esbofeteando tudo que se move ou disfarça colorações amarronzadas, e que finalmente completou a idade mínima pra que se possa esbofetear de volta. “Sai da frente da televisão, sua mula, estou vendo desenho animado” e num empurrão carinhoso ele é arremeçado no chão envernizado e faz um risco, e de lá de dentro alguém xinga que fez barulho exatamente na hora mágica em que o Bob esponja serve um hamburguer de siri para seu amigo siri-queijo. E eu lembro atasanado que detesto esse personagem cretino e corro pra apertar cinquenta e três, cinquenta e quatro no quadrado preto pra mudar pra qualquer filme. Daí tem um cara cabeludo e de barba que liga aquelas luzes fortes de banheiro no rosto e fala bem baixinho “amanhã eu me mato” e eu levanto para comer alguma coisa, pra depois lembrar que se eu comer de tarde depois não janto e minha mãe se chateia. Arrasto o pé até a varanda, espio de canto o monte de casinhas, lembro que não vou para a Bahia e que estou para ganhar o prêmio do azarado de dezessete, pra depois sem sequer uma explicação ou tentativa gargalhar com um brilhinho estranho no castanho por assim dizer que ela vai sorrir daquele jeito que eu gosto –e eu não vou ver- mas ela vai.

É bom saber que ela vai sorrir daquele jeito.
 (e que diz a lei, eu sou parte desse sorriso, e não preciso ser parte de nenhuma outra coisa que isso chega pra mim)

Sexta-feira, Julho 23, 2004

Fracos!?

Há vezes que pareço com o Van Diesel.

Quinta-feira, Julho 22, 2004

Saca só, te prego uma peça e o que faz?
Recordo uma fábula que ouvia nos meus mini vinis quando pequeno, saio cantarolando por aí e volto com um aperto no peito.
O frio lá fora arrebenta qualquer um.
Aqui dentro, também, o objetivo é sempre derrubar.
Machado sonha com uma revolução com nome de mulher ou de menina, mas mal levanta da cama.
A voz sincera cai com força e ecoa, já não é muito comum, por isso com força maior e não sei se sacou? Te prego uma peça...
As nuvens se espalham e se misturam pelo céu e dizem ser um dia feio, digo ser apenas mais um dia.
Lembro de quando fiz uma montagem do animal que tinha visto nas nuvens, o porco-águia. É, eu sei, faço até hoje a brincadeira que toda criança já fez um dia no carro, numa viagem demorada, assim como não deixei de imaginar uma corrida entre os pingos d'água no vidro e ainda pressiono os olhos com as duas mãos para assistir as imagens desconexas que surgem em meio a escuridão. Quem disse que algo mudou de lá pra cá? O colégio já acabou, mas o metrô continua.
Escuta o que quer, nas nuvens vê o que quer ver. Alguém tem um cobertor e uma cúpula de abajur, por favor? Não me encha querendo saber qual o sentido da cúpula, já usou alguma como se fosse um megafone? Não faz diferença, pode gritar concentrando o som com as mãos ou pode sair num carro de vendedor de pamonha, talvez o pessoal precise de uma audiometria. Pense como quiser. Talvez, mais legal seja tentar descobrir alguma relação com a luz do abajur e a função dá cúpula no seu local de costume. Bah, já disse, pouco me importa, como quiser!
Em silêncio nos traímos, nas palavras, damos liberdade e poucos percebem, ah, estamos tão fracos. Alguns chamam de peteleco, outros de piparote, mas com um ou com outro, todos caímos.
Hoje é dia de festa no céu, mas só vai bicho que voa!

Terça-feira, Julho 20, 2004

  
Sabe? Estive pensando só e cá com meus botões. E acho que talvez... E só talvez.... Algumas pequenas coisas tenham mudado. Algumas coisas tenham mudado. Um pouquinho.  
  
 
 
Escute: Noel Rosa - Quem dá mais? 
              Frank Jorge - Vida de verdade 
              Domenico+ 2 - Felizes ficaremos na estrada. 
              Nick Cave & The Bad Seeds - The carnival is over.
 
Ah droga. Tem muito mais. Bem, eu empresto uns discos, se quiser. E deles...
Não sei, eu gosto bastante. Sinceramente quero ver todos vocês felizes. Enfim.



Sabe? A senhora não foi escolha minha.
A senhora não foi escolha minha.

ORA, SEU FILHA DA PUTA!

Segunda-feira, Julho 19, 2004

O Curso do Lobato está sempre na frente!

Primeiro colocado em Letras

Sábado, Julho 17, 2004

Pra não decepcionar o Lobato, que sabia muito bem que eu escreveria um texto sobre o fato de eu estar “terminalmente” doente. (de novo)
 
Deu vontade de chorar mas não chorei por que o velho de barba acizentada acha isso coisa de fresco e –veja só- tava alí sentado ao lado. Mas é que quando apareceu escrito “Written and directed by Sofia Copolla”  enquando  tocava o velho Jesus & Mary Chain, deu um aperto e os meus olhos decidiram tremer um pouco. Tenho certeza que o velho de barba acizentada reparou, e soltou direto um comentário meio besta: “é, legal, mas água com açucar”, e a mulher que está cuidando de mim logo replicou um “ora, por que você só viu como uma historinha, é bem mais profundo, bem mais pesado”. Eu tento não falar por que tento não esquecer que minha garganta dói até quando eu engulo. Mas é assim mesmo, é questão de se lembrar sempre, é difícil...como se eu visse que estou agindo normalmente, engulindo saliva e vivendo tranquilo uma tarde de sábado e “ora essa!” lembrasse que não deveria estar engulindo saliva e vivendo tranquilo uma tarde de sábado por que quem tem dor de garganta não consegue. Então eu acabo não conseguindo também, por que eu não tenho muita escolha. Tá, assim como eu não falo lembro que detesto ficar falando minha interpretação das coisas. Sei que é meio feio, visto que eu bla bla bla digo que só sei fazer isso da vida, mas o fato é que a única coisa que eu sei fazer da vida eu detesto que as pessoas me vejam fazer. Sei lá, mesmo eu que tenho todo esse ego me sinto mal, sempre parece que o temporão que está ouvindo eu falar está com um balãozinho em forma de núvem sobre a testa esticada como se prestasse muita atenção onde quem folheia minha vida de fora pode ler nítido e em courier new: “genial a minha bunda”, ou “dã”, entende?
Mas daí vem escrito “Bill Murray” seguido de “Bob Harris” e eu dou uma checada em volta se o velho de barba acizentada ainda está por alí deixando a sala tanto mais barbeada e cinzenta, ou se decidiu fazer o mesmo com o banheiro ou outro cômodo. Como não tem ninguém, deixo ficar meio molhado o cantinho dos olhos, mas não sei, logo penso que se existir mesmo Deus ou uma sala de monitoria lá em cima na hora o Senhor ou um daqueles anjos cujos nomes são sempre meio parecidos e sempre me soam como “Gabriel”(visto que como Deus é americano, se pronuncia Gueibriél) apontaria para minha tela e riria um: “Bah, esse aí é pior que geléia”. Eu enxugo o olho, dou um salto, corro até a geladeira e engulo um yogurt de morango, mas só por que lí em qualquer lugar que tem gente que come quando está nervosa. Eu geralmente tomo um banho quente com uma esponja em forma de pezinho ouvindo ópera, daí eu deito no chão, mas nunca em cima do ralo, que é pra não transbordar o chuveiro, e fico vendo as gotinhas caírem na minha barriga ou na minha perna e joelho e espirrando para os lados. Na verdade é mentira, a esponja em forma de pezinho eu não consegui arrumar, e hoje não posso sair.
 
Estou com mononucleose e hepatite.
E não só recomendo pra todo mundo que pegue também estas duas doenças que só doem um pouquinho e, ora essa, depois de um mês de cama você vai sair por aí ouvindo Sinatra saindo de todos os rádios e janelas, como recomendo essa canção aqui:Courtney Love (Hole) - Doll Parts... que me dá um trequinho (diferente de dor de garganta) quando manda um:
"Yeah they really want you, they really want you, they really do..
 Yeah they really want you, they really want you, but I do too......"

CABUM. O DOENTE VERDE. CATAPLOFT E A TORRADEIRA ALEGRE COM PÃES ALEGRES E O PASSARINHO-FAGNER.
 
sonhei com isso.
alias, acho que não sonhei com isso.

Sexta-feira, Julho 16, 2004

É, meu cabelo foi por ali... er, por que você não vai também?

Quinta-feira, Julho 15, 2004

Terça-feira, Julho 13, 2004

bom dia
olha as flores que eu trouxe pra você, amor
são pra comemorar aquele dia em que passei a viver do teu lado
eu me lembro, entre nós não havia quase nada.

e agora é só você que me faz cantar.

havia
mil motivos pra eu não estar naquele show
mas o nosso destino foi escrito sob o som de uma banda qualquer
eu me lembro, em setembro conheci minha mulher

e agora é só você que me faz cantar
é só você que me faz cantar.

Sexta-feira, Julho 09, 2004

Porra, então terminaremos julho como projeto, ainda, Machado?
Era de se esperar, mas quem se importa se a tarde de ontem já se apagou?
Junto já se apagou a coragem do primeiro "Tchau, tchau" e a magia do "Tchau, tchau" de respota.
Tudo bem, tudo que faço é pra me arrepender depois.
Não se esforce pra entender o que lê, mesmo porque não me esforço para que entenda o que escrevo. É mais gostoso quando os dedos vão livres pelo teclado. O dasabafo comigo já me cansa, uso, então, o computador para isso e, além disso, este blog tem algum leitor?
Ah, minha praça me fez bem, ou me faz mal, como quiser. Estava tudo molhado e nublado e o cachorro inquieto me incomodava, mas gosto daquele lugar e tenho que paparicar minha avó. Fadiga muscular é horrível e que besteira este negócio de insistir na barba, estes malditos pelinhos só servem pra coçar e para tornar a aparência do meu rosto suja. Pelo menos o frio está voltando. Se estas três semanas vão se passar entre a varanda e o quarto, que sejam frias. Volei, professores bêbados e restos de biscoitos.
"Vá, mininu, vá dormir, você não tá se aguentando em pé"
Ai minha cabeça! Tudo que faço é pra me arrepender depois.

Quinta-feira, Julho 08, 2004

Vitor.

Tive de sair da cidade.
Domingo entro em contato.
Adeus.

ass.yuri machado

Quarta-feira, Julho 07, 2004


Boa noite.
Surge e “olha” ia ser bom se, ora por que não? Vem pra cá pra eu dizer uma coisa
Aliás...quer saber, deixa pra lá.....(ia parafrasear domenico pra cantatigar que a gente só anda pela parte amarela do dia.)

Terça-feira, Julho 06, 2004

É. Consumado. Zé finalmente admitiu. Zé admitiu que é Deus. Veja só, quem não acredita, pegue a foto do post (cretino) do Lobato e embace a vista para ler o "2003"...
enfim, o contorno da camisa do Zé, entre os outros relevos da foto formam (para bom observador) a palavra "ZEUS" que para quem não sabe...enfim. Taí a prova, passe um charuto para mim também, Lobato! Pra facilitar as pessoas que não tem imaginação:

Quinta-feira, Julho 01, 2004

A voz de Deus:

"Ah, o Machado é mesmo um babaca, deixem de bobagem, façam como o Lobato e seu amigo Poste, peguem uns charutos e juntem-se a mim"

Olhaí o que o pessoal achou do Lobato ter me chamado de babaca.
"Como é que é?"
"Ah não...não pode..."
"Nunca gostei desse cara.."
"Timmyyyyy"