Quinta-feira, Janeiro 12, 2012
Quarta-feira, Novembro 30, 2011
Segunda-feira, Novembro 21, 2011
Domingo, Outubro 23, 2011
Segunda-feira, Outubro 17, 2011
Poema de uma manhã de segunda-feira chuvosa
Abro a janela que é mesmo pra a chuva entrar
pra ver se lava essa poeira que eu deixei acumular nesses dias todos
e se não me deixo ficar maluco de vez, sorrindo pras portas e pros travesseiros
e ouvindo ruídos agudos que nunca vou saber explicar.
Abro a janela pra acreditar de novo que o mundo lá de fora ainda pode entrar aqui
e que podemos nos revolucionar juntos.
Um poema, por favor
Preciso escrever um poema
que me faça sair da cama.
Preciso sair da cama sem esperar mais poesia do que essa que já existe aí.
Preciso amar de novo essa vista,
preciso rediscutir com o mundo esse nosso relacionamento antigo...
Porque há algo de errado entre a gente,
que se desgastou há mais tempo do que posso lembrar.
Auto-destruição
O corpo me trai depois de traído por mim.
A gente se acaba nessa putaria solitária...
e solidária.
Pé das 7 goiabas de mentira
e se a gente comesse tanta goiaba no pé até não ficar mais tão claro que preferi ser de mentira...
a superar essa dor.
E eu sempre só voltei quando você também não estava mais lá.
Não tem pé, não tem goiaba, não tem ninguém que mereça.
Anjo besta
um anjinho qualquer
trocou as mãos pelos pés
e deu as asas em troca de um coração.
Mal imaginava a altura da queda
quando deu com a cara no chão.
Há um anjinho
sem coração
nem asas.
Mundo de quem?
Você diz e eu aceito.
Nada bem, eu reconheço
que não tem nada pior,
nosso mundo deu um nó.
Foi um laço que mal dado
no descuido do cuidado,
apertou de mais e assim
sufocou até o fim.
Quinta-feira, Setembro 15, 2011
Sábado, Março 05, 2011
Eu pensei em menos excessos, em nada que me ofenda.
Pensei em você dançando na mesma língua que eu, cuspindo no mesmo prato.
Invejei todos os que dormem neste momento e não se sentem como se segurados pelos pés, de cabeça pra baixo.
Eu fantasiei com viagens, com mochila grande nas costas, com percursos que vão bem além de um pequeno círculo fechado ou um vai-e-vem compulsivo.
Imaginei que bom seria se eu pudesse mijar ansiedade, cagar angústia. Isso acumula no sangue, o peito dói e a vida encurta.
Eu pensei em muita coisa,
